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Quarta-feira, Maio 03, 2006

E agora, pra onde ir?

Com a experiência (será?) de três profissões diferentes até hoje (comecei como engenheira, passei pelo jornalismo e no momento sou terapeuta floral) percebo que muita gente passa pelo mesmo dilema.

Diploma na mão, carreira de vento em popa, insatisfação no peito latejando... O que fazer? Ou então, o filho cresceu e abriu aquela brecha enorme na sua agenda e você não sabe como utilizar o tempo de maneira útil ou prazerosa. Pra que lado ir? A resposta pode não parecer simples mas existe: mude. Arrisque. Corra atrás do que te faz feliz. Sempre é possível desviar do caminho previsível e mudar de rumo.

E, pra piorar a situação, a pessoa não tem nem noção de que direção seguir. O que estudar? O que fazer? Como começar de novo?

Existe uma pequena gama de florais que ajudam a despertar talentos e vocações, além de direcionar aqueles que não sabem que caminho seguir na vida e se sentem perdidos, como o Wild Oat (Bach), Silver Princess (Austrália), na foto, e o Iris (Califórnia).
São essências que ajudam no avivar nossos desejos e habilidades interiores, permitindo mais clareza nas decisões e metas a serem atingidas na vida. A conseqüência é motivação e para correr atrás dos objetivos e ter a satisfação de alcançá-los. Quem quiser saber mais detalhes, escreva.

Nem sempre a situação financeira permite que você faça isso neste exato momento. Contas a pagar, prestações de apartamento, filhos na escola. Mas, não desista! Pra despertar seu ânimo, leia abaixo o depoimento de quem abandonou a mesmice, o medo, foi visitar outras paisagens e adorou o que viu por lá!


Daniel K, de jornalista a empresário da noite: Meu sonho sempre foi trabalhar com música. Quando escolhi fazer comunicação, foi pensando em trabalhar com crítica musical. O problema foi que, depois de dois anos trabalhando em redação, não conseguia me acostumar com horários pré-estabelecidos. Não me conformava em ter que estar presente na redação mesmo com todo o trabalho do dia pronto. Além disso, já ganhava mais dinheiro como DJ e produtor de festas e shows. Graças a algumas conjunções do destino, me senti seguro para mudar de rumo e apostar em empreendimentos próprios. Mesmo assim, com muitos ventos a favor, foi uma decisão, eu me lembro, bem difícil e cheia de apreensões. Mas hoje em dia não me arrependo nem um pouco. (Daniel Koslinsk é sócio da Casa da Matriz, do Teatro Odisséia, da Drinkeria Maldita e do Casarão Cultural dos Arcos. Também é um dos fundadores do bloco Empolga às 9).

Ana Cristina Toledo, de engenheira a professora de yoga: Minha maior dificuldade no processo de troca de profissão foi a sensação de "tempo perdido". Levei algum tempo para perceber que todo o caminho que eu havia percorrido é que me trouxe onde estou hoje. Eu me formei em Engenharia de Computação na PUC, trabalhei durante anos nesta área com sucesso. Nasceu a minha filha e continuei trabalhando. Porém, após o nascimento do meu segundo filho, não consegui me ausentar mais de casa. Felizmente, tive a opção de escolha e decidi permanecer em casa. Hoje em dia, após praticar Yoga durante algum tempo, tive a oportunidade de me tornar professora. Foi um acontecimento totalmente inesperado. Porém, através do estudo das escrituras hindus e da vivência da prática, aprendi que temos que nos deixar levar pela corrente dos acontecimentos e estar atentos para as chances que aparecem. Sem preconceitos."

Adriana Pio, de engenheira química a tradutora: Depois de quatro anos como engenheira, fui surpreendida com a mudança da empresa para São Paulo. Casada há um ano com marido bem empregado, pedi demissão e optei pelo mestrado. Fiz os créditos já grávida e minha filha nasceu no dia da minha última prova. Antes que ela completasse um ano, meu marido foi transferido para São Paulo! Encarei a mudança, a cidade desconhecida e o novo trabalho na área comercial. Mas não encarei o diagnóstico de depressão infantil que recebi do pediatra e da escola depois de um ano inteiro de muita correria e culpa. Culpa porque era a primeira a sair do escritório, culpa porque era a última a chegar em casa, culpa porque quando saía de manhã minha filha ainda estava dormindo, culpa porque quando eu chegava à noite minha filha e meu marido já estavam dormindo, culpa quando ia ver clientes porque não fazia as unhas há semanas, culpa porque saía sábado de manhã cedíssimo para fazer as unhas uma vez por mês (e não ficava em casa com a família), culpa porque estava ficando gorda e mole porque só fazia ginástica um sábado por mês, culpa quando ia para ginástica um sábado por mês (e não ficava com a família, nem fazia as unhas, nem ia ao supermercado e a geladeira fazia eco de tão vazia). CULPA.
Pedi demissão no dia em que recebi a confirmação do diagnóstico de depressão da minha filha. Resolvi, então, além de cuidar dela, retomar os estudos e fazer um curso de tradutor e intérprete. Era a terceira vez na minha curta vida profissional que encarava um novo desafio. Comecei com traduções técnicas e montei um pequeno escritório em casa. Agora trabalho full time com tradução. De madrugada, depois que TODOS já dormiram, de manhã depois de levar as crianças para a escola, laptop na biblioteca do clube enquanto elas nadam (isso mesmo, agora são duas!) e em outros horários pouquíssimo ortodoxos.
Mas atualmente eu consigo acompanhar a rotina da minhas meninas, ir às reuniões da escola e do curso de inglês, apresentações de ginática olímpica, competições de natação, consultas médicas, terapias, dentista, fono, etc... e ainda faço as unhas, voltei a jogar voleibol e ...trabalho!