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Terça-feira, Abril 01, 2008

Cura prânica

Em 1989, quando a mãe o presenteou com uma consulta de Tarot, o publicitário Marcelo Bueno mergulhou fundo no universo alternativo. “Acabei por me envolver com uma grande variedade de conhecimentos paralelos que lidam com outros aspectos da realidade”, conta ele. Depois de estudar profundamente o Tarot, foi a vez do Reiki e, em seguida, da Cura Prânica, que ele explica mais detalhadamente para o Terapia Floral.

De que modo a cura prânica beneficia as pessoas?

Prana é uma palavra sânscrita que define energia. Tudo o que existe é constituído de prana em diferentes formas e a vitalidade de qualquer coisa depende da quantidade/qualidade do prana.
Em um sistema perfeito, este prana flui de forma abundante e traz plenitude em todos os aspectos de nossas vidas, mas existem os medos, os apeg
os, as expectativas que não se cumprem e se transformam em frustração, as preocupações, as falsas crenças, ... todas estas coisas obstruem o fluxo do prana e o contaminam.

O trabalho do curador prânico é identificar a presença do que chamamos de energia mal-qualificada para desintegrá-la e injetar vitalidade no seu lugar. Esta operação por vezes é simples e basta uma aplicação, como numa situação de mal-estar. Em outras situações um procedimento sequencial é necessário para se colocar a casa em ordem.


Quais seriam as afinidades e diferenças entre a cura prânica e o Reiki?

Reiki e Cura Prânica são duas técnicas de transmissão de energia. O que pode ser ressaltado de diferente é, primeiro, que a Cura Prânica trabalha com a remoção de energia mal-qualificada antes de injetar uma energia nova e o Reiki parte direto para a segunda fase.


A outra coisa é que o Reiki se baseia no princípio da Energia Inteligente, ou seja, o reikiano coloca as mãos em cada ponto e deixa que ela faça o que tem que ser feito enquanto que na Cura Prânica é feita a medição de cada chakra para avaliar a sua saúde e qual a necess
idade específica para o seu reequilíbrio, como a quantidade certa de prana a projetar, cores e outros recursos.

Não existe uma técnica melhor do que a outra, mas há terapeutas e pacientes que sentem mais confortáveis com uma das duas ou, ainda, alguma outra entre tantas técnicas que circulam por aí.


Há alguma dica simples e prática do método que a pessoa possa incorporar ao dia-a-dia?


O Mestre Choa, que foi o fundador desta escola, falava muito da "higiêne prânica" como um conjunto de procedimentos que cuidam do nosso bem-estar energético, como ter uma alimentação adequada, buscar uma respiração correta e atividades físicas apropriadas, observar a fala, os pensamentos e as emoções, criar relações saudáveis, estimular o perdão e o amor-bondade, manter a casa e o ambiente de trabalho limpos e sem o acúmulo de coisas sem utilidade.

Algo muito útil também é o contato com a natureza. Nestas ocasiões, podemos pedir para que o solo, o sol, a água ou uma árvore absorva e desintegre a nossa energia mal-qualificada e a substitua por vitalidade.


Como você equilibra seu trabalho como publicitário com o de tarólogo e curador prânico?


Não equilibro! (risos) Isso é um negócio complicado. Algumas pessoas que conhecem o tarólogo-terapeuta prânico sabem que sou publicitário. Falo disso naturalmente, mas não entro muito em detalhes se não for algo necessário. Já entre os que conhecem o publicitário, poucos sabem deste "lado B", até porque já enfrentei problemas profissionais por causa disso.

Isto implica, entre outras coisas, que os atendimentos precisam acontecer fora do horário comercial, por enquanto. O chamado para desenvolver o "curador" tem se tornado mais forte. Pode ser que em algum momento ele tome a frente ou que surja a oportunidade de exercer as duas coisas de forma mais harmoniosa, mas este é um tema cuja resposta ainda me escapa.


Marcelo também é autor do Zephyrus.