O primeiro site brasileiro de consultas florais online

Seja bem-vindo!

Sexta-feira, Setembro 12, 2008

Entrevista com Sonia Hirsch

Recentemente comentei aqui sobre o livro Prato Feito (Editora CorreCotia), de Sonia Hirsch. Depois de experimentar com sucesso (e sabor!) algumas das receitas do livro, escrevi para a autora. Eu queria compartilhar aqui um pouco mais do conhecimento dela sobre o assunto.

Com quase vinte livros publicados sobre culinária natural, saúde e alimentação, Sonia também é jornalista, pesquisadora e escreve uma coluna mensal para a revista Bons Fluidos (Editora Abril).

Quem são os principais aliados e vilões na alimentação?
Aliados: vegetais frescos e folhas verdes, boa mastigação, autoconhecimento, água pura ao longo do dia e fora das refeições.
Vilões: açúcar, massas, pão _mesmo integral_, pastéis, bolo, biscoito, frituras, empadinhas, salgadinhos, fast-food em geral, leite e produtos lácteos não fermentados; mastigar mal, comer depressa, comer demais. Este último é o grande vilão.

Quando você optou pela alimentação natural, em 1976, o que despertou sua atenção para isso?
Eu trabalhava na Rio Gráfica, que foi outra ótima escola e uma época muito boa. Lá trabalhei na divisão de quadrinhos e reeditei o Gibi Semanal, uma coletânea das melhores histórias de todos os tempos. Enfim, eram quase 30 revistas mensais, uma delícia. Nessa época, por causa de um projeto, conheci Luli e Lucina (cantoras), que faziam alimentação natural. Fui passar um fim-de-semana com elas e aprendi a fazer arroz integral e a comer bem sem ter carne no meio do prato.

E o que te fez, depois de ser macrô e vegetariana por mais ou menos 10 anos, voltar a inserir no seu cardápio, itens como a carne vermelha?
A energia do que eu estava comendo não era suficiente para o bom funcionamento desse conjunto corpo/mente/emoções/relacionamentos/disposição física/trabalho/casa/bichos etc, que é a vida. Foi João Curvo, meu médico e querido amigo há muitos anos, que me estimulou a comer carne, especialmente de porco, camarão e bife mal passado. Fiquei chocada, porque sempre acreditei que podia ser mais pra vegetariana, comendo peixe e ovos só de vez em quando e evitando laticínios (adoro, mas fico toda entupida). Ao me receitar carne, ele queria colocar mais energia circulando - ainda que emprestada do boi.

O que mudou no meu cardápio foi que cresceu a proteína animal e caiu a 20% o carboidrato, quase sempre integral. Eu como um pouquinho de tudo. Com qualidade, procedência, seletividade os anos de estudo e pesquisa me obrigam a ter. Procuro carnes orgânicas. São mais caras, mas é bom porque aí se consome menos. Basta um pouquinho por dia. Carnes têm uma grande concentração de energia, que se expressa de alguma forma pela abundância de nutrientes. Colocar um pedaço de boi para dentro me empresta literalmente energia animal de efeito rápido.

Como é relação comida-saúde?
De quem? Mas, em geral é muito clara: quem come mal, adoece mais. Se você observar o que come pensando em saúde vai começar a entender o funcionamento do estômago, do intestino, a cor da urina, o suor e outros sinais que o corpo dá. Há exceções, quando são pessoas muito fortes, bem estruturadas, geralmente de orelhas grandes e bem feitas, que comem de tudo sem cuidado e nunca passam mal.

Vc acredita e consome produtos orgânicos?
Claro.