Há duas semanas fiz uma boa faxina no meu armário e me desfiz de muita coisa sem utilidade mas que eu guardava somente porque eram:- Roupas boas e que tinham custado caro (e que eu já não usava mais há tempos)
- Roupas guardadas para “o caso de” (e que eu já não usava mais há tempos)
- Roupas em bom estado (e que eu já não usava mais há tempos)
Além do alívio que senti ao ver que podia viver sem elas (sim, eu sou dona das minhas coisas mas minhas coisas NÃO são donas de mim), percebi que, com o armário mais vazio e, consequentemente, mas organizado, reencontrei peças queridas mas que estavam perdidas embaixo das outras.
Fiquei pensando… se isto acontece no nível físico será que não é o mesmo com nossas emoções? O quanto de nós não fica bagunçado por excesso, pelo acúmulo do desnecessário? Quanta coisa boa escondida embaixo de outras nem tanto?
Sentimentos que já deveriam ter sido descartados faz anos continuam ali, ocupando espaço, drenando energia e impedindo que o que de fato gostamos venha à tona. Manter o excesso emocional dá um desgaste danado e, convenhamos, deixa a gente no negativo.
Limpar, doar, reciclar, organizar não deve se ater somente aos armários. Faça o mesmo com seu coração, com a sua alma. Você perceberá que livrar-se daquelas idéias antigas, das lembranças negativas, das crenças ultrapassadas e que te impedem de viver plenamente dá um alívio danado.
Ressentimentos, mágoas, tristezas e raiva tiram a atenção do que realmente vale a pena. Abra espaço para o afeto, o amor, a esperança, a alegria de viver. O desapego emocional permite uma vida mais leve. Experimente.
