sábado, fevereiro 26, 2011

O menino e sua mochila


Caso clínico: mãe de um menino temporão estava preocupada com a imaturidade e a falta de responsabilidade do filho, paparicado e tratado como bebê por todos, incluindo os irmãos bem mais velhos.

Acostumado a receber tudo na mão, pouco esforço precisava fazer por si mesmo. Comida na boca, ajuda na hora de vestir, nunca era solicitado para guardar os brinquedos ou organizar o material escolar. Nem a própria mochila carregava. Culpa dele? Não! A mãe é quem o protegia em excesso, tentando sempre prever e suprir suas (nem sempre) necessidades.

O fato é que este comportamento infantilizado estava atrapalhando seu pleno amadurecimento. Ainda que por amor e proteção, os excessos da família, em especial da mãe, reforçavam nele a identificação com uma alma imatura, dependente.

O mais importante floral para ele foi Fairy Lantern, da Califórnia, que estimula a independência dos que mantém apego inadequado à identidade infantil. A essência estimula o amadurecimento e a aceitação das responsabilidades inerentes ao crescimento.

A primeira grande mudança foi quando o menino decidiu carregar a própria mochila (para espanto da mãe, claro). “É mais leve do que eu pensava”, foi seu comentário. Cuidar de suas coisas é um primeiro passo para a criança adquirir responsabilidade e também é um sinal de que ela está se tornando independente e responsável. E, sim, pode ser um fardo bem mais leve do que de fato parece.

A partir daí, as mudanças foram cada vez mais positivas em direção ao comportamento de uma criança de oito anos. Para alegria da mãe, claro.

Ela também precisou de ajuda, para conter suas preocupações e aflições por sempre achar que ele era desprotegido e que algo ruim poderia lhe acontecer (Red Chestnut, leia mais aqui) e freiar o impulso de fazer tudo por ele, impedindo que ele experimentasse e aprendesse por si mesmo (Impatiens, leia mais aqui).

Criança independente, mãe satisfeita. Final feliz.

Para ler mais sobre o Fairy Lantern, clique aqui.