domingo, maio 15, 2011

Sobre a pressa que não leva a nada

Semana passada, depois de me prolongar em um telefonema com uma amiga no Brasil, saí atrasada para a aula de yoga. Catei meu tapetinho, garrafa de água e entrei no carro, tentando recuperar os minutos (tão bem aproveitados) no bate-papo.

Quando estava saindo do condomínio, antevi uma mãe prestes a cruzar a minha pista a pé. Com uma mão ela empurrava o carrinho do filho e com a outra puxava o menininho que olhava encantado para o canteiro de flores que divide as pistas de entrada e saída.

Ao chegar no meio da via, o menino soltou a mão da mãe e correu pro canteiro que tanto o tinha encantado alguns segundos atrás. Com a mãozinha gorda, segurou uma das rosas brancas, colou no nariz e ficou ali deliciado com o perfume. A mãe, pega de surpresa, largou o carrinho em frente ao meu carro e foi buscar o filho. Me deu um sorriso sem graça, como um pedido de desculpas, mas recebeu de volta meu sorriso em dobro.

Como não se encantar com aquele serzinho de um ano e pouco que correu em direção à flor? O que eu teria ganho se a cena não tivesse acontecido? 30 segundos, 40 segundos no meu dia? O que eu teria perdido se, impaciente, só focasse na aula prestes a começar.

Aquela criança encantou minha manhã. E assim ganhei em leveza, ternura e inocência o que nenhum minuto a mais no meu dia teria me proporcionado.

Não deixe a impaciência acabar com o seu dia. Para isto sugiro o floral Impatiens (Bach). Algum olhar mais atento vai perceber que esta florzinha _ Impatiens Grandulifera _ que Edward Bach descobriu na Inglaterra ser boa para a impaciência é a nossa conhecida Maria-sem-vergonha, espalhada em mil canteiros por aí.

Maravilhosa para a tensão nervosa, irritabilidade e pressa, também é ótima para pessoas que têm dificuldade em aceitar o ritmo dos outros, que fazem tudo depressa e acabam preferindo agir sozinhas.

Antes que a impaciência seja maior do que você e acabe sobrando para os outros também, tome gotinhas de Impatiens!