quinta-feira, novembro 08, 2012

Eu vivo sempre no mundo da lua


Meu filho teve no Brasil um amigo de escola muito fofo e para quem a professora gosta de cantarolar vez ou outra a música do título acima. Confesso que nunca havia reparado se o fato era verídico até que a própria mãe me disse que sim e, quando mãe fala, está dito e ponto final. Quem há de duvidar?

O fato é que o bonitinho sintetiza uma queixa muito comum entre meus pacientes: a capacidade de perder a concentração e se distrair facilmente. Ou de simplesmente sair viajando por aí sem levantar da própria cadeira de trabalho.

Existem uns florais muito bons para isso. Considerando que atualmente os estímulos sonoros, visuais e sabe-se lá mais quais existem aos montes para chamar (e tirar) nossa atenção e que são raros os ambientes de trabalho silenciosos, estas essências caem como uma luva para as cabecinhas desligadas.

Os prejuízos podem ser vários para quem se distrai com facilidade. Dificuldade de aprendizagem. Memória fraca. E até mesmo pequenos acidentes porque como estão sempre distraídos, com a cabeça nas nuvens, literalmente não olham por onde andam.

Além dos ótimos Clematis, Rosmarinus, Madia, entre outros também muito bons, eu aposto em atividades que possam trazer a pessoa lá do alto para a terra. Mexer com barro, argila, andar descalço na areia, em contato com o solo, são algumas delas.

Tem andado muito no mundo da lua e cheio de pendências para concluir por estas bandas aqui? É momento de dissipar o excesso de energia da cabeça e redistribuí-lo para o resto do corpo. Sonhar de vez em quando é muito bom. Eu mesma já fui uma sonhadora voraz. Mas, garanto: viver no aqui e agora é bem melhor.