segunda-feira, janeiro 13, 2014

A dor que vem do apego

Noveleira que sou, ando em estado de êxtase agora que posso novamente assistir novelas. Morri de rir com Félix (Amor à vida) e me comovo a lagrimas com Perolinha (Jóia Rara).

Mesmo que sejam de maneira rápida e superficial, algumas das mensagens que os budas da novela passam, me colocam pra pensar.

Uma delas é que nosso sofrimento vem do apego a uma situação ou a uma pessoa. Se acharmos que só daquela determinada maneira ou somente tendo aquela pessoa ao lado seremos felizes, fechamos os olhos e o coração para novas oportunidades.  

Alguns florais trabalham o desapego e nos mostram caminhos menos dependentes de vivenciar a própria felicidade.

Bleeding Heart (California) - para quem se agarra aos outros ou cria relacionamentos baseados na possessividade. Pior ainda se aquela pessoa não está mais presente, seja por separação, seja por morte. O coração sofre pesadamente e este floral nutre a alma do indivíduo de modo que ele aprenda a amar incondicionalmente mas sem a necessidade da posse ou co-dependência.

Morning Glory (California) - este floral é maravilhoso para o apego aos vícios e a padrões destrutivos.

Love-lies-bleeding - já parou para pensar que às vezes o apego é ao próprio sofrimento? Ficar remoendo, entregue à dor, aumentando cada vez o desespero e a tristeza? Love-lies-bleeding permite a transcendência da situação, ajudando a superar a dor e a angústia mental. 

Red Chestnut (Bach)  - cuidar do outro é um ato muito bonito. Mas quando estes cuidados são exagerados não só trazem grandes preocupações como impedem o crescimento do outro, sempre protegido e resguardado das experiências necessárias para seu próprio amadurecimento. Red Chestnut traz paz interior e confiança no desenrolar da vida, acabando de vez com este apego quase simbiótico com o outro.

Trillium (California) - e o apego pelas posses materiais, aganância e ambição desmedidas? Pra elas também há solução! O floral dissolve a ideia de que só é possível ter satisfação através do poder material, trazendo uma perspectiva mais espiritual e, consequentemente, mais altruísta.