domingo, março 23, 2014

Vamos honrar nossas próprias vidas?

Um comentário no Instagram da atriz Marina Ruy  Barbosa que está circulando por aí, chamou minha atenção.

No início do ano escrevi sobre esta estranha necessidade de autovalidação através do olhar alheio. Leia mais no post 'Somos bem mais do que um simples LIKE'

Mas a resposta bem dada de Marina à leitora que a criticou, desta vez me despertou para o oposto desta carência por LIKES: o desejo de saber do dia-a-dia das pessoas.

Basta uma olhada em contas famosas das redes sociais para perceber que os posts ou fotos que ganham mais curtidas são exatamente as que mostram detalhes da vida pessoal das pessoas. A flor que o marido deu, o selfie de pijama ainda na cama, a bolsa de grife nova comprada em Paris.

Além de pura curiosidade de quem gosta de ver estas demonstrações (exibições?) do cotidiano alheio, me ocorre que muita gente faz por uma comparação gerada pela baixa autoestima. 

E o floral que logo me vem a cabeça é o Buttercup, da Califórnia.

O fato de você parecer (veja bem, parecer) não levar uma vida extraordinária dentro dos padrões agora ditados pelas redes sociais, não significa que sua vida seja pior ou que você valha menos.

Não se julgue por estes parâmetros de realização, sucesso e altos agitos que só vão lhe trazer baixa autovalorização. Muito pelo contrário, reconhecer e honrar suas características únicas é que lhe trará paz interior e alegria nata.

Como bem disse Marina: 'Meu dia-a-dia, eu vivo, não preciso contar pra todo mundo.' 

E nem precise do dia-a-dia alheio para se posicionar neste mundo doido das redes sociais. Viva e seja feliz!


Ah, você é uma destas pessoas que está mais
preocupada em PARECER que tem uma vida
maravilhosa do que realmente TER uma vida
maravilhosa.
Boa sorte com isto!