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Domingo, Outubro 21, 2007

Um lugar onde ninguém pode te pertubar - parte II


Recebi este texto logo após publicar a tirinha de baixo. Sintonia.

Estabilidade

Quando há um furacão no mar o capitão experiente
sabe que se o barco for conduzido para a periferia da tormenta será
arremessado de um lado para outro.
Mas se ele chegar no olho do furacão,
entrará num lugar de quietude.
Quando tudo ao meu redor está mudando rápido
e a pressão ficando mais intensa,
o melhor lugar para procurar abrigo e refúgio não é fora, mas dentro do self.
Nesse ponto fico em contato comigo, encontro força e estabilidade,
para então sair e fazer o que precisa ser feito.

BK Jayanti, Putting Values to Work,
Purity, May 2000

Sábado, Outubro 20, 2007

Um lugar onde ninguém pode te pertubar



- Estou tentando reclamar de coisas sobre as quais você não tem controle de uma maneira verborrágica e venenosa! Ao menos você está me escutando?

- Shhh. Estou no meu lugar feliz!


Segunda-feira, Agosto 13, 2007

Colocando os sentimentos em ordem


Mudar de país é uma experiência e tanto. Milhões de coisas novas para defrontar ao mesmo tempo em que as lembranças ainda estão muito vivas.

Depois das duas primeiras semanas em Toronto, uma passada em um apart e outra num hotel, finalmente a mudança chegou. Casa arrumada, coisas a comprar, adaptações a fazer. Os dias foram passando e enquanto a casa ia ficando em ordem, eu simplesmente entulhei meu closet com tudo meu. "Quando der tempo, eu arrumo".

Neste meio tempo, foi batendo aquela saudade de tudo o que deixei no Brasil. Vale dizer que _ excluindo o caos e violência cariocas _ minha vida era ótima! Casa, família, amigos, trabalho, amigos de filho, escola de filho... tudo na mais perfeita ordem, tudo na mais santa paz.

Perdida nas minhas lembranças, fui ficando triste. Um dia, numa estação de metrô, um sax tocava Tom Jobim. Ai, como doeu!

Mas, querendo espantar sentimentos tristes, que nada acrescentam à vida, resolvi, por impulso, colocar o closet em ordem. Apesar de espaçoso, eu tinha deixado chegar num nível de bagunça tal que já nem conseguia entrar nele. Fui arrumando e pensando na vida. Organizando as prateleiras e cabides e organizando meus sentimentos.

Cada coisa em seu lugar, sobrou espaço até para decorar com detalhes queridos que trouxe na bagagem. Um spray de lavanda e pronto. Saí renovada daquele espaço. A angústia que me tomava a cada amanhecer havia sumido também.

Eliminando a desordem, me senti com o ânimo revigorado. Lembrei então do livro que adoro propagar por aqui:
Arrume sua bagunça com o Feng Shui, de Karen Kingston.

Segundo ela, qualquer tipo de bagunça cria obstáculos ao fluxo de energia do lugar e isso, por sua vez, cria estagnação ou confusão na vida dos seus ocupantes. A desordem deprime. A energia estagnada que vem dela debilita nossa energia e pode nos deixar triste. Pessoas deprimidas tendem a empilhar coisas num nível baixo. Karen sugere que, ao menos, a bagunça seja mantida fora do chão, o que elevará sua energia e também o humor. Interessante porque comecei a arrumação justamente pelos sapatos amontoados no chão.

Enquanto colocava ordem no meu armário, fui organizando minha bagunça mental e emocional. Tudo ao nosso redor espelha nosso interior. Agora, ainda mais, tenho certeza disso. Casa em ordem, coração também.

Domingo, Julho 29, 2007

Ando com minha cabeça já pelas tabelas...

Sabe aquele disco arranhado que fica girando, girando, no mesmo ponto da música? Muitas vezes é assim o nosso pensamento: fixa-se num assunto, ruminando o mesmo tema, minando nossa clareza mental e virando um tormento.

Resultado: insônia, irritação, dor de cabeça, dificuldade de memória e concentração, cansaço mental, entre outros. Adeus paz, adeus sossego!

A energia que poderia estar sendo usada em coisas bacanas vai toda nesta tortura mental. Com a cabeça funcionando a mil por hora, fica difícil relaxar e aproveitar a vida de maneira tranqüila.

Os florais White Chestnut (foto), de Bach, ou o Momordica, de Minas, libertam a pessoa desta prisão interna e trazem paz, tranqüilidade e calma para a mente, que fica livre para ser ocupada com coisas bem mais interessantes!

Domingo, Setembro 10, 2006

Serenidade


Frase do livro A cura de Schopenhauer, de Irvin Yalom, que estou lendo no momento:

- "Meu mestre uma vez me disse que ninguém pode ser perturbado por outra pessoa. Só nós podemos perturbar nossa própria serenidade."

Isso me faz lembrar sobre a questão de manter a paz interna. Quanto mais centrados (não no sentido egoísta, mas no da convicção de nossas verdades), menos pertubáveis somos. Menos vulneráveis ao barulho que vem de fora.

Já vi muito isso acontecer. Comigo e com os outros. Quanto mais atenção e responsabilidade colocamos na mão do outro, mais nos deixamos pertubar pelas nuances alheias. Ficamos frágeis, dependentes. Se até a caixa do supermercado dá um bom dia atravessado, já achamos que foi algo que fizemos. E acabamos desestruturados.

A serenidade _ conquistada de tantas formas: florais, yoga, meditação, fé _ traz a certeza de que estando leais a nós mesmos, mais fácil suportar o barulho do mundo. E que mundo!